domingo, 30 de abril de 2017

Prazer te conhecer meu amado anônimo


É estranho eu me ver pensando em alguém, digo, na possibilidade da existência de alguém, quando há 30 minutos atrás articulava ideias sobre meu ateísmo amoroso.
São fatos, momentos e inspirações que acabam tirando a gente da zona de conforto, daquilo que acreditamos ser verdade absoluta, enfim...

Ao contrário do que todos almejam, minhas percepções sobre isso se reformularam... Deixa eu me dirigir à você, embora não te conheça, prazer em te conhecer, só pra te situar, você é o cara que um dia vai namorar comigo. Sabe... eu não tô procurando aqueles tópicos do senso comum ou daquelas cartilhas sociais que todo mundo já decorou (já deu pra ver que eu também me enrolo nas minhas ideias, mas é só enquanto estou tentando direcionar, ok?). Você não tem que cumprir nenhuma regra específica, entende? Se a gente não puder viajar, nossa mente vai nos levar a diferentes lugares, faremos muitas descobertas quando conhecermos a reciprocidade da nossa visão de mundo... como as pessoas te afetam? Já amou alguém tanto quanto odiou? Que sensação aquela sua bala favorita te faz sentir quando o sabor expande pela sua boca? Tem mais planos que preocupações? Os leões te alcançaram naquele sonho em que você não conseguia correr? E afins...

E sobre todos os outros corpos sarados que muita gente deseja... e se pensássemos em uma anatomia diferente? Em que a geografia dos nossos corpos atiçasse o ímpeto explorador, perpassando pelo clima árido e úmido da nossa pele, ou pelo movimento das placas tectônicas de nossos corações batendo?


Eu não sei... só não queria te enumerar, te colocar em um lugar aonde você não precisa se encaixar... Depois que inventaram a palavra “perfeição”, a vida de todo mundo virou um inferno e a gente se perdeu do essencial. Só quero que saiba que eu ainda continuo te esperando, vê se não demora muito pra chegar, a gente pode tomar um café juntos e contar as cicatrizes que ganhamos no meio do caminho. Já falei que todo mundo é único nesse processo né? Pra mim vale mais o seu ímpeto de experimentar o mundo sem ressalvas, sem cadeias mentais, do que provar qualquer coisa pra mim. Eu não quero aquela hipocrisia pobre que eles ensinam pra gente, eu te quero novo em folha, sem lapidações, pois é isso que você vai ter de mim, braços e mente aberta, mesmo que você não acredite mais no amor.

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