domingo, 24 de abril de 2016

Visitando a 6ª casa do zodíaco



Sempre me dei bem com pessoas do signo de virgem. Seja em amizades ou relacionamentos, o fato é que a pseudo-frieza identificada neles pelo consenso geral, nada mais é do que um entendimento camuflado perante às atitudes dos outros.

É possível chegar a um virginiano e dizer: sou um necrófilo. Pois bem... ele dirá: “apenas não leve cadáveres para dentro de casa, mas se isso for realmente necessário, que seja um óbito de no máximo dois dias e por gentileza, não deixe fluidos no tapete” e continua tomando sua xícara de chá.

Simples, ele é um compreensivo inveterado, um estimulador de demências, adora surtos de criatividade. Nada soa estranho para a sua análise.

Como um cirurgião minucioso, o virginiano aprecia os ciclos naturais, o desenrolar dos fatos conforme a personalidade de cada um, sem julgamentos precipitados. Ao se sentir contrariado, no máximo ele ri. E como ri!

Seu deboche é despretensioso, não se sinta privilegiado se ele te fizer de anedota da vez, ele é tão incisivo na tiração de sarro que tu ri junto como se não fosse o personagem da piada. 

Teve um amigo meu que resolveu zoar comigo no trabalho. Ele começou a me filmar, segurou minha mão e forjou um tapa na fuça dele. Resultado: o carinha editou e fez um curta de suspense. Fiquei conhecida por meses como a desequilibrada e assustadora “menininha do corredor”. O trabalho dele ficou bom, Samara Morgan não teria feito melhor (espero conseguir ocultar este detalhe do Linkedin kkkkkkk).

A maioria dos virginianos tem manias, são rotinas e rituais cumpridos à risca, o que é muito engraçado porque eles vão à loucura caso sejam sabotados em seus “passos específicos”, mas logo caem no riso, te abraçando e prometendo vingança (e ela virá, meu caro).

Conviver com essa gente e desfrutar de sua amizade, não tem preço. A coisa vai além de se sentir à vontade consigo mesmo. Correr o risco de ser caçoado pelo outro não traz nenhum tipo de receio, é até divertido quando ocorre.


É por isso que digo, levar a vida com a praticidade de um virginiano às vezes faz bem. E tenho dito!

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